Albertina da Glória Vilanculos é uma jovem mulher de 40 anos, nascida na Beira e actualmente residente em Vilanculos. Sem qualquer historial de cancro na família, ela viu seu mundo desmoronar quando descobriu um nódulo em sua mama.

Em 2019, enquanto vivia uma vida tranquila e dedicada ao trabalho, Albertina notou algo estranho. “Descobri um nódulo na mama, pensei que fosse uma coisa que ia passar com o tempo, mas começou a me incomodar,” ela lembra.

Em abril deste ano, um novo nódulo apareceu na mesma mama. Desta vez, Albertina enfrentou um novo desafio: ela estava empregada em uma empresa nova e temia como seus chefes reagiriam à sua condição. “Eu estava com receio de abordar este dilema com os meus chefes, não sabia como eles iam reagir,” confessa. Mas, em um dia de trabalho, sentindo-se muito mal, ela teve que explicar sua situação ao chefe.

“Eu estava com receio de abordar este dilema com os meus chefes, não sabia como eles iam reagir,” confessa. Mas, em um dia de trabalho, sentindo-se muito mal, ela teve que explicar sua situação ao chefe.

Para sua surpresa, seus chefes foram compreensivos entraram em contacto com um membro da Fundação Judite Justino. Tal como foi em 2019, o município onde reside, não há especialistas para realizar os testes necessários, o que a obrigou a viajar para Maputo.

Durante a sua estadia em Maputo, ela contou com o apoio incondicional do Senhor Michel Amade, da Fundação Judite Justino que coordenou todos os processos e interações com o hospital.

Embora Albertina soubesse que tinha tendências a desenvolver câncro de mama, visto que anteriormente já os médicos identificaram que o nódulo não era cancerígeno e recomendaram sua remoção, onde passou por uma cirurgia para retirar o nódulo. Desta vez, sob olhar atento de uma doutora, os exames mostraram bons resultados até então.

A dor, no entanto, se tornou uma companheira constante. “Agora sinto dor, muita dor, a todo momento, e neste momento faço a medicação e só poderei voltar a ver o desenvolvimento e o estágio do nódulo em um ano,” diz Albertina com um misto de esperança e desespero. A lembrança de uma amiga que perdeu para a mesma doença a consumia, causando noites insones e ansiedade constante.

A jornada de Albertina é marcada por coragem e resiliência. Ela enfrenta cada dia com determinação, lutando contra a dor e a incerteza, mas sempre mantendo a esperança de um futuro melhor. Sua história é um testemunho poderoso de como a força interior e o apoio de pessoas queridas podem fazer toda a diferença nos momentos mais difíceis.